Os humanos são um barato. Suas atitudes diárias são baseadas em seus instintos, sejam eles vitais, carnais ou emocionais. Ou seja, são animais.
Os humanos utilizam o raciocínio para trilhar seu rumo. Julgam-se inteligentes só pelo fato de raciocinar, como se isso fosse vantagem. A capacidade de raciocinar transmite a falsa idéia de liberdade de escolha, como se essa liberdade de escolha não interferisse na liberdade de escolher e não camuflasse ou confundisse sua verdadeira escolha, que já fora tomada. Falo daquela que você sabe, mas que não assume.
A dúvida do raciocínio nada mais é que a certeza do coração e a busca de argumentação dessa certeza pelo raciocínio. A mudança de comportamento vem pelo sentimento e não pelo raciocínio. O raciocínio atua como um juiz: embasado nas regras do jogo avalia prós e contras de uma determinada escolha. E mesmo assim nunca se sabe o que fazer. Ou seja, não há liberdade de escolha por meio do raciocínio. As prioridades dele são outras, bem diferentes reais. Por isso, cada caso é um caso. Esqueça as regras, elas não são boas para você, que pensa que tem controle.
Encarar a mudança como contradição e não como evolução é contraditório consigo mesmo, afinal de contas, você também pode mudar de opinião. Às vezes para pior, dentro das regras dos humanos. Quantos milionários são infelizes? E quantos miseráveis são radiantes? Teu raciocínio não pode explicar isso. Mas o meu coração pode.
quarta-feira, 3 de março de 2010
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