quarta-feira, 3 de março de 2010

Verdadeiras regras

Os humanos são um barato. Suas atitudes diárias são baseadas em seus instintos, sejam eles vitais, carnais ou emocionais. Ou seja, são animais.

Os humanos utilizam o raciocínio para trilhar seu rumo. Julgam-se inteligentes só pelo fato de raciocinar, como se isso fosse vantagem. A capacidade de raciocinar transmite a falsa idéia de liberdade de escolha, como se essa liberdade de escolha não interferisse na liberdade de escolher e não camuflasse ou confundisse sua verdadeira escolha, que já fora tomada. Falo daquela que você sabe, mas que não assume.

A dúvida do raciocínio nada mais é que a certeza do coração e a busca de argumentação dessa certeza pelo raciocínio. A mudança de comportamento vem pelo sentimento e não pelo raciocínio. O raciocínio atua como um juiz: embasado nas regras do jogo avalia prós e contras de uma determinada escolha. E mesmo assim nunca se sabe o que fazer. Ou seja, não há liberdade de escolha por meio do raciocínio. As prioridades dele são outras, bem diferentes reais. Por isso, cada caso é um caso. Esqueça as regras, elas não são boas para você, que pensa que tem controle.

Encarar a mudança como contradição e não como evolução é contraditório consigo mesmo, afinal de contas, você também pode mudar de opinião. Às vezes para pior, dentro das regras dos humanos. Quantos milionários são infelizes? E quantos miseráveis são radiantes? Teu raciocínio não pode explicar isso. Mas o meu coração pode.

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